Balanço 2011

Senhores acionistas,

Dando cumprimento às disposições legais e estatutárias, a Administração da Generali Brasil Seguros submete à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Estas Demonstrações foram realizadas comparativamente a (i) 31 de dezembro de 2010, relativamente ao Balanço Patrimonial, e igual ao período do ano anterior, relativamente à Demonstração de Resultado, à Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e à Demonstração do Fluxo de Caixa, acompanhadas das Notas Explicativas e Parecer dos Auditores Independentes.

I. Perfil


A Generali Brasil Seguros faz parte do Grupo Assicurazioni Generali, fundado na Itália em 1831, hoje um dos líderes mundiais do mercado de seguros e investimentos. Presente em 66 países, o Grupo possui cerca de 85 mil funcionários e mais de 70 milhões de clientes em todo o mundo.

A organização consolida um resultado de 528 companhias, com um volume de prêmios que supera €73 bilhões.

II. Conjuntura Econômica


O ano de 2011, primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff, se caracterizou pela solidificação de alguns indicadores macroeconômicos do governo anterior, mas também pela desaceleração acentuada da economia no 2º semestre, que chegou ao terceiro trimestre com crescimento zero.

Fatores como a crise européia, somada à contínua valorização do Real, ao aperto monetário, à política fiscal mais conservadora e ao acúmulo de estoques, pioraram as expectativas sobre o comportamento da economia e elevaram as incertezas. Segundo dados do Banco Central do Brasil, a projeção do PIB para 2011 é de 3,3%, ou seja, um crescimento bem mais moderado que os 7,5% registrados em 2010. Essa desaceleração do crescimento econômico nacional em 2011 reduziu a pressão inflacionária, constatada pelo IPCA, que fechou o ano em 6,5% – dentro da meta do governo – com previsões de 4,5% para 2012. Por outro lado, o ano de 2011 destaca-se pela redução acentuada do desemprego. Segundo dados do IBGE, a taxa registrada em 2011 foi de 6%, a menor desde 2002.

Para 2012, estudos apontam a intensificação da recessão européia, com desaceleração do consumo e do sistema financeiro europeu, além da retração do crédito e ajustes fiscais. Com isso, a direção da economia mundial deverá ser ditada pela forma que a crise neste continente for conduzida. Já no Brasil, devido à cautela gerada pelo cenário externo, estima-se um crescimento aproximado de 3% do PIB.

O Governo brasileiro, visando combater os efeitos adversos da crise externa e, assim, manter o crescimento econômico, vem tomando iniciativas para estimular o aumento do consumo interno, fortalecer as exportações e atrair o capital estrangeiro. Dentre as principais iniciativas, destacam-se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Programa Fome Zero, o Programa Brasil Maior e a redução de tributos. Como consequência, espera-se também para 2012 a tendência de queda da taxa de juros SELIC. A política econômica aplicada aponta para o aprimoramento do processo de mobilidade social caracterizado pela redução da pobreza e incremento da classe média.

O setor segurador brasileiro ao longo dos últimos anos vem crescendo a taxas superiores ao PIB e, pelos dados preliminares de 2011, deve manter essa tendência neste ano. Este setor da economia continuará marcado pelos desafios de concentração do mercado, como consequência do aumento da necessidade de capitalização para atender as exigências regulamentares da SUSEP, que estão alinhadas com as práticas do mercado internacional. As projeções mais atuais para 2011 disponibilizadas pela SUSEP, indicam um crescimento acima de 20% nos prêmios emitidos, em comparação ao mesmo período de 2010.

As iniciativas do governo para manutenção do crescimento, os eventos esportivos de larga escala já programados – Copa do Mundo de Futebol (2014) e Olimpíadas (2016) –, o fortalecimento de indústrias de base – Petróleo e Gás, energia, construção civil –, e a regulamentação do microsseguro trazem uma expectativa de manutenção do crescimento do mercado de seguros a taxas superiores ao crescimento do PIB. Segundo dados da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), a previsão é que o mercado segurador cresça 12% em 2012, comparado a 2011.

III. Estratégia


O Grupo Generali elegeu o Brasil como foco prioritário de sua expansão internacional, sendo iniciado um processo de reestruturação da Generali Brasil Seguros. O ano de 2011 é um marco nas operações da Companhia no Brasil, focadas na reorganização e no reposicionamento para a retomada do crescimento da empresa. Destacamos abaixo as principais iniciativas, que tiveram início em meados de maio de 2011:

a) Novo Conselho de Administração
Instituição de um novo Conselho de Administração, fortalecido pela participação do CEO mundial do Grupo, Giovanni Perissinotto, como vice-presidente deste Conselho, atestando, desta forma, a importância da operação brasileira para os negócios da Assicurazioni Generali.

Este novo Conselho, entre suas principais atribuições, atuará de forma a definir e acompanhar a implementação, o desenvolvimento e o controle da estratégia necessária para o reposicionamento da Companhia no mercado de seguros brasileiro.

b) Reposicionamento estratégico
Reorganização da estrutura organizacional e contratação de recursos estratégicos para posições-chaves na média e alta gerência da Companhia, não somente nas áreas técnicas e operacionais, mas, sobretudo, nas áreas comerciais e de back-office (Finanças e TI). Estímulo constante ao desenvolvimento dos recursos humanos e à transferência de conhecimento e de melhores práticas oriundas do Grupo Generali.

A reorganização da estrutura tem possibilitado a revisão e o fortalecimento do processo de subscrição e aceitação de riscos e a revisão da oferta de produtos e serviços ao mercado, objetivando a satisfação dos segurados, corretores e demais parceiros. Adicionalmente, também estão sendo desenvolvidos produtos inovadores para lançamento ainda em 2012, inserção da marca Generali no mercado de microsseguros e affinities e fortalecimento do processo de venda, através da melhoria no atendimento aos corretores e clientes.

Essas iniciativas têm como principais objetivos a retomada do crescimento e o reposicionamento da Companhia como um relevante player no mercado de seguros do Brasil.

c) Investimentos
Para estruturar esta nova fase no Brasil, o Grupo Generali realizou também importantes investimentos, como o aumento de capital de R$ 29,3 milhões aprovados em Assembléia Geral Extraordinária de 12 de maio de 2011, além de tomar decisões estratégicas como a venda do imóvel da Generali Brasil Seguros, no Rio de Janeiro.

Esta ação de capitalização está alinhada ao momento de estabilidade que atravessa a economia brasileira e à tendência do mercado nacional de seguros, propício à desmobilização de ativos, promovendo mais liquidez aos ativos da Companhia.

Como perspectiva de novos investimentos, foi estabelecido um projeto para o desenvolvimento de um novo sistema corporativo, de forma a consolidar a melhoria dos nossos serviços e processos operacionais, promovendo o aperfeiçoamento e o reforço de toda a infraestrutura tecnológica. Deste modo, a empresa inicia a construção de sólido alicerce que sustentará os próximos desafios com maior segurança e robustez, preparando as bases do seu ambicioso projeto de desenvolvimento local, através do crescimento orgânico e da consolidação de parcerias inovadoras.

d) Governança Corporativa
No âmbito da reorganização da Governança da Companhia foram criadas e/ou reformuladas as áreas de Compliance, Gestão de Riscos e Controles Internos e definidas as responsabilidades do Comitê de Gerenciamento de Riscos e da Auditoria Interna. Esta reestruturação permitirá que a Companhia possa adotar as melhores práticas de Governança tendo em vista os exigentes desafios determinados pela SUSEP e pelas novas e futuras regras de Solvência II.

Com relação às questões de sustentabilidade, o Grupo Generali é fortemente focado nas políticas de responsabilidade socioambiental, que buscam, sobretudo, o bem-estar das pessoas e das comunidades afetadas por suas operações, e estão alinhadas ao compromisso com o desenvolvimento sustentável. A Generali Brasil Seguros se mostra preocupada em despertar a consciência e incentivar a adoção das práticas socioambientais.

Dentro deste contexto, durante o ano de 2011, a Generali Brasil Seguros deu continuidade às políticas do Grupo com ações de conscientização ambiental de seus colaboradores e corretores parceiros, reforçou sua atuação social através do apoio ao Projeto de preparação e inserção de menores no mercado de trabalho, além de apoiar ONG’s locais.

IV. Desempenho Econômico


O volume de prêmios da Companhia cresceu 4,3% no exercício de 2011, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, um resultado de mais de R$ 300 milhões de prêmios emitidos.

Abaixo apresentamos o comportamento da produção e a composição da carteira da Generali Brasil Seguros.

Generali Brasil Seguros

Agradecimentos

Reiteramos nossos agradecimentos aos segurados, corretores e parceiros de negócios pela preferência e confiança em nós depositada. Aos nossos profissionais e colaboradores, manifestamos o reconhecimento pela dedicação e pelos esforços que têm demonstrado. Agradecemos aos acionistas o apoio e confiança em nossa administração. Aproveitamos também para agradecer às autoridades ligadas às nossas atividades.

A Administração

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